terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Arde.
Esse cigarro que arde em mim uma ressaca dolorosa de amor e de ódio, acende a chama de uma fumaça de paixão que havia de você aqui dentro. Um coração em chamas, acordado e atormentado por toda essa fumaça que sai pelos meus poros, de tanto te beber, de tanto te querer, de tanto me cansar de correr atrás de você. Minha pele te expulsa pelo suor, pela fumaça que tu és, enquanto eu corro, eu corro, eu corro de ti e eu mato o teu vírus que o cupido me injetou. Sai de mim, mau amor, vai no vento por favor. o fogo irá cessar após queimar cada digital sua em minha pele e eu estarei livre para renascer das cinzas uma mulher quer não te quer.
Nina C.
PS: Faz tanto tempo que escrevi esse texto, que já sou essa mulher.
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