quinta-feira, 4 de março de 2010

00:00... Horas gêmeas, ou horas das almas gêmeas?


Olho no relógio e este aponta: Zero horas e zero minutos. No mesmo instante um sorriso vem a minha face e eu penso: "alguém pensa em mim...". But i wonder... Será este alguém o mesmo alguém em quem eu estou pensando? Acho que isto é o que passa pelas mentes de todas nós, românticas sonhadoras, nestes momentos. Dez horas e dez minutos, uma hora e um minuto... Não importa qual seja o par, seis e seis, oito e oito... Somados são o dobro e divididos a metade. Não é isso o que sempre procuramos, a nossa metade? E se este dito popular diz que a sua metade pensa em você, enquanto você (a outra metade) pensa nele? E se tal dito popular apenas existe para lembrá-la que você sempre estará nos pensamentos de alguém, não importa quem, ou quanto, mas a qualquer hora, seja dez e dez ou duas e meia, você é a protagonista dos pensamentos de alguma pessoa, do mesmo jeito que seus pensamentos sempre têm um protagonista diferente (ou o mesmo) a cada hora.

Não falo apenas de protagonistas românticos, mas de familiares, amigos e todas as pessoas em quem pensamos, e todas as pessoas que pensam em você. Se existimos, socializamos, convivemos... Estamos na memória daqueles com quem compartilhamos nossas vidas. Sendo assim, eu diria que é verdade. Eram meia noite em ponto e alguém definitivamente pensava em mim. Mas quem? Onde? Talvez, provavelmente, não fosse aquele em quem eu pensava no exato momento em que olhei as horas (o que é irônico, pois foi no exato momento em que ele veio à minha mente, pois o vi online assim que entrei no MSN. Não costumo pensar muito nele), mas alguém definitivamente pensa em mim.

Apesar de tudo é mais romântico pensar que em tais horas, que só acontecem 24 vezes ao dia, um sonhador apaixonado, ou apenas com uma quedinha, lembra de você e sorri. Da mesma forma que você, sempre que sabe que ninguém está olhando e se depara com uma destas horas do dia, sorri. Suspira por ele, ou por outro e pensa nele também, imaginando se ele também olhou as horas, ou se ele sequer sabe o significado de tal dito popular, ou se sequer sabe a existência deste. Ou se apenas vê as 00:00 como uma ironia perfeita. Quem sabe? Eu gostaria de ser uma mosquinha ao lado do meu pensador, seja lá quem for, só para saber sua expressão, seja ao olhar a hora ou pensar em mim.

Viram? Já estou a romantizar novamente. Nós sempre escolhemos o lado mais romântico, independente de se sabemos a verdade ou não. Tudo a nossa volta sugere o amor. Nós vivemos em busca de sermos amados, de sermos o centro do universo de alguém. O amor, em suas diversas formas, é a substância favorita da humanidade. Sem o amor (ou o sexo, animalescamente falando... feromônios e desejo de perpetuação da espécie, com animais pensantes que em consequência disso, fantasiam a perpetuação em um sentimento profundo e único, destinado a um, ou mais durante uma vida inteira, indivíduo especial), não existiríamos, não evoluiríamos. Seriamos seres humanos de concreto e a vida não teria graça ou drama. O drama que leva o filme de nossas vidas adiante, que nos faz personagens, protagonistas, vilões e mocinhos, tudo ao mesmo tempo. Ao fundo ouve-se "La Vie en Rose". Outro dia, noutra hora (quem sabe outra hora gêmea?), sobre amor, mas com outro motivo e com outra trilha sonora, eu volto.

Olhem os relógios!

Nina C.

terça-feira, 2 de março de 2010

Cartas de Magnólia.



Magnólia apaixonada espera cartas do Amado. Todos os dia chama de lado o Carteiro agoniado. Este nunca viu tal carta endereçada à garota, escrita pelo misterioso rapaz ela que diz ser seu amor.

O Carteiro agoniado, com pena da Magnólia, escreve carta fictícia para acalmar seu coração. Disse que: seu Amado misterioso morreu de morte misteriosa e em seu país misterioso, foi enterrado entre cravos e rosas; E que amava profundamente a Magnólia chorosa. "Apaixone-se novamente", na carta ele dizia. Magnólia apaixonada chorava nos braços do Carteiro agoniado, enquanto este atormentado, encantado e aliviado, cada dia que passava gostava mais da Magnólia.

Magnólia desencantada, via a vida com novos olhos. Não mais guardava a caixa do correio, não mais sonhava com seu Cavalheiro. O Cavalheiro que um dia disse que ela era toda sua vida. Iludiu-a e deixou-a com a promessa de que escreveria. O Cavalheiro em questão, casou-se no outro dia e o Carteiro agoniado desde sempre sabia, pois havia enviado os convites para o dia. O Carteiro agoniado resolveu fazer justiça, desiludiu a menina. Porém já apaixonado não sabia se devia declarar-se para a moça a quem salvou o coração. Magnólia estava livre, esperando um ocupante, esperançosa que este fosse o jovem Carteiro agoniado, que agoniado escreveu a mais bela carta de amor justo no dia em que Magnólia viu o "fantasma" de seu Cavalheiro, desmaiou nos braços de seu Carteiro e aceitou o seu amor.

Desde então, Magnólia apaixonada é amada pelo seu Carteiro agoniado. Que junto a ela conta a história de amor de um carteiro e uma certa flor, todas as noites aos seus pequenos filhos agoniados e doces. Contam como o coração da Magnólia fora salvo por uma mentira que mais tarde ela descobrira como a maior prova de amor de sua vida.

Fim.

Por Nina C.