quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Início.



Nina existe,
ela fala por mim.
Nina sou eu,
mas eu não sou Nina.
Nina é o meu lado despreocupado,
aquele que eu mostro Nina,
mas não mostro como eu.
Eu, como eu, visto a máscara do dia-a-dia:
da insensibilidade,
da invulnerabilidade,
da auto-suficiência
que todos somos obrigados a ostentar.
Mas por dentro pulso sensível
e ponho pra fora como Nina
aquilo que não quero que vejam.
Nina é o ser sensível que vive dentro de mim
e que eu não tenho coragem de expressar.
Nina vive o amor que eu prefiro não demonstrar,
é a minha fragilidade,
que sou fraca demais para deixar transparecer.
Enquanto finjo ser forte
por aqui e alí,
Nina me mostra por trás da máscara,
mas vocês não verão meu rosto
apenas minha essência,
Nina.